Um gesto que pode salvar muitas vidas

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Na semana em que foi comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, 27 de setembro, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Complexo Hospitalar São Francisco  promoveu uma campanha para incentivar a doação de órgãos, reforçando a importância desse ato fundamental para salvar vidas de quem necessita de transplante. Neste período, os membros da comissão realizaram uma “Blitz” com os colaboradores das unidades Concórdia e Santa Lúcia, distribuindo folders informativos para relembrar a importância da conscientização sobre a doação e qual a abordagem mais assertiva e humanizada para captação de órgãos.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados aproximadamente 40 doadores a cada 1 milhão de pessoas, no Brasil essa taxa está próxima de 15.  A negação familiar é um dos principais fatores que contribuem para a redução desta taxa, já que para ser doador não é necessário deixar nenhum documento por escrito, basta autorização dos familiares, após o diagnóstico de morte encefálica. Para reverter este quadro, é fundamental inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas, faculdades de medicina e Hospitais, além de desmitificar boatos que circulam entre a população.

Para a psicóloga do CTI 1 e integrante da Comissão da CIHDOTT, Karina Avelar, é extremamente importante a abordagem correta em relação a captação de órgãos. “As filas para transplante são enormes e, por isso, a divulgação constante e a quebra do preconceito sobre a doação por falta de informações podem ajudar a salvar muitas vidas”, informa. Karina revela que recentemente realizou uma abordagem assertiva que resultou em uma doação de córneas. “O desejo do paciente de ajudar ao próximo, mesmo após o seu falecimento, foi respeitado pelos familiares. O fato dele sempre ter notificado a família sobre o desejo de ser um doador foi fundamental”, explica. Neste mês, os colaboradores do Complexo Hospitalar São Francisco também realizaram uma abordagem aos familiares após confirmação de morte encefálica, interrupção irreversível das funções cerebrais, que resultou em uma doação de múltiplos órgãos. Neste caso, o doador é capaz de salvar várias vidas, podendo doar córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, dentre outros.

Um gesto de amor

Para a paciente Benilda Assunção da Silva, 50 anos, moradora de Vazante, interior de Minas Gerais, o transplante renal salvou a sua vida e estreitou ainda mais a relação com a sua família. Isso porque a doadora foi mais próxima do que esperava. Após um teste de compatibilidade e muitos exames, em que a família de prontidão realizou, veio a surpreendente notícia. Sua irmã estava apta para realizar a doação em vida. “Eu fiquei cerca de um ano e meio fazendo Hemodiálise na minha cidade e consegui ficar 3 anos em tratamento sem a máquina. Retornei a fazer a Hemodiálise por mais 8 meses, enquanto aguardava pelo transplante. Neste período, minha família me deu muito suporte e descobrimos que era a minha irmã, Maria do Carmo, que salvaria a minha vida”, comenta. Segundo Benilda, o primeiro passo para a doença é a aceitação e logo em seguida, seguir as orientações médicas. “Eu não conhecia o Complexo Hospitalar São Francisco, mas assim que eu e minha irmã chegamos aqui, ficamos muito satisfeitas com o atendimento de todos o que nos tranquilizou bastante. Só tenho o que agradecer!”, afirma.

Quem pode doar?

A doação de órgãos ou tecidos pode ser realizada em vida ou em morte. Em vida, é possível doar um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou a medula óssea, desde que a medida não coloque em risco a saúde do doar. Nesses casos, a legislação só permite a doação para parentes até o quarto grau e cônjuges. Caso contrário, somente com autorização judicial. Já o doador falecido é a pessoa em morte encefálica cuja família pode autorizar a doação de órgãos e/ou tecidos, assim como a pessoa que tenha falecido por parada cardíaca que, nesse caso, poderá doar tecidos.

Blitz Informativa CHSF

Para conscientizar os colaboradores, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Complexo Hospitalar São Francisco realizou uma “Blitz” informativa nas unidades Concórdia e Santa Lúcia para relembrar a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. Confira as fotos da ação!

E você, é doador?
Avise os amigos e familiares sobre o seu desejo e ajude a mudar o destino de muitos brasileiros a espera de um transplante.
Faça a sua parte! 

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